segunda-feira, 21 de julho de 2014

Patologias ortopédicas mais comuns...

Nestas próximas semanas vamos tratar de comentar as patologias ortopédicas mais comuns que a gente vê...
Vamos tratar deste assunto porque cada vez mais as pessoas estão se dando conta da importância de praticar atividades físicas de varias modalidades e acreditamos que seja importante falar um pouco sobre cada um dos problemas que acometem esses novos "atletas" para que possamos iniciar um processo de prevenção destas lesões e também saber o que fazer em cada um dos casos. Obviamente que nosso blog visa que as pessoas possam ter uma ideia do que acontece mas não é em hipótese alguma uma modalidade de treinamento ou de reabilitação pois existem profissionais capacitados e treinados para tratar destes problemas e que devem ser procurados nesses casos pois uma avaliação mais especifica e precisa pode evidenciar algum outro problema.

Nosso primeiro tema será patologias que acometem a região do ombro...

O nosso primeiro problema a ser falado é acredito que a patologia de ombro mais comum e que todos já ouviram falar que é a bursite de ombro.
             Primeiro temos que identificar o que é a bursa, onde ela fica e porque ela inflama.
 É uma espécie de bolsa cheia de líquido que fica ao lado da articulação do ombro e que tem como finalidade principal o amortecimento dos músculos, tendões e pele. A bursite nada mais é do que uma inflamação desta bolsa.

   Agora porque ela inflama.
O motivo mais comum para ter uma inflamação nesta bursa é o trabalho repetitivo envolvendo a articulação do ombro, principalmente em trabalhadores, mas estamos falando em relação a esporte então porque afinal acontece essa inflamação. Essa inflamação acontece principalmente em atletas que utilizam de forma constante a região do ombro para a sua pratica esportiva como, baseball, natação, basquete e volei, mas também é muito recorrente em praticantes de musculação. Essa inflamação não acontece só por causa dos movimentos repetitivos mas também por movimentos muito rápidos e explosivos e por conta de deficiencias musculares que sobrecarregam toda a estrutura dos músculos.

Ótímo, então quer dizer que todos estamos sujeitos a ter uma bursite? A resposta é sim e não você não precisa ser atleta de elite para desenvolver esse problema

Os sintomas mais comuns que vemos nos casos de bursites dos ombros são a dor local, normalmente na região da frente do ombro, que realmente incomoda para realizar atividades simples como escrever, levantar o braço, lavar a louça, o carro e até dormindo. Pode acontecer ainda do ombro ficar um pouco inchado, rígido e quente.

Para poder identificar se realmente existe uma bursite na região é fundamental procurar um médico ortopedista que através de uma avaliação criteriosa e em alguns casos a solicitação de exames de imagem para definir o diagnóstico.

Pronto... identificamos o que é, o que se sente e como diagnosticar o problema. Passado isso temos que tratar o problema para voltar a atividade física.

Muito bem, o tratamento inicialmente visa tirar a dor e sim é necessário diminuir ou até muitas vezes parar de realizar a atividade física para melhorar o quadro. As compressas de gelo incialmente e depois as quentes aliadas a medicações específicas ajudam muito a reduzir a dor aliada normalmente a fisioterapia que inclui analgesia e exercícios específicos.
    Em um segundo momento da fisioterapia é muito importante corrigir a causa da bursite quando esta está ligada a alguma alteração muscular, ou seja fortalecer toda a musculatura em volta do ombro para diminuir a sobrecarga em cima do ombro.






    A volta a atividade física tem que ser gradual e principalmente sem dor, ou limitação de movimento.


Vale a pena lembrar que em caso de dúvida procure um profissional da sua confiança para saber o que fazer.

se precisar ou tiver alguma dúvida entre em contato www.physioterapia.com.br

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Reparo e regeneração tecidual

Até na estética tem "nem nem"?


- “Nem demais, nem de menos!”. Repito sempre nos cursos que ministro.
Respeitar as fases do processo de reparo e regeneração tecidual é de extrema importância. Os recursos usados nos tratamentos estéticos, dentre eles, radiofrequência, ultrassom de alta potência, carboxiterapia, luz intensa pulsada, laser de alta potência, dentre outros, são tratamentos potentes, com resultados significativos em vários distúrbios estéticos. Mas como essas modalidades de energia atuam nos tecidos?
Quando somos jovens, estímulos hormonais, em especial o GH (hormônio de crescimento), induzem à síntese de proteínas e então crescemos. Nossa pele é lisa e o corpo é saudável, a degradação proteica é sempre menor que a produção. Ao atingirmos a fase adulta, por volta dos 25 anos, o estímulo de síntese tende a se equiparar ao de degradação das proteínas promovidas pelas proteases. A partir disso, iniciamos um processo em que a produção e os hormônios tendem a diminuir, o estímulo de síntese diminui gradativamente, as enzimas de degradação aumentam sua atividade e… envelhecemos…  Esse processo é inerente, todos vamos envelhecer… Mas com qual velocidade?
Sabemos que se fizermos atividade física regularmente, o processo de envelhecimento pode ser retardado. No exercício físico, para que ocorra ganho de massa muscular e remodelagem corporal, exige-se que a atividade aplicada seja sempre acima dos esforços que fazemos nas atividades de vida diária, esse método é chamado de “Princípio de Sobrecarga” por fisiologistas. A atividade intensa estimula a produção de hormônios e fatores de crescimento que promovem a produção de proteínas, porém, se o exercício é realizado em excesso, especialmente, sem intervalos de recuperação, pode ser maléfico, inclusive acelerando o processo de envelhecimento por liberação de radicais livres.

SAIBA MAIS


Essa analogia pode ser aplicada aos tratamentos estéticos. Quando usamos determinadas energias, estimulamos os tecidos desvitalizados a reagir e precisamos dar intervalos para que o corpo tenha tempo de resposta.
Os equipamentos usados nos tratamentos estéticos estão cada vez mais potentes, os resultados são cada vez melhores, porém, os princípios relacionados ao tempo de recuperação e resposta tecidual também devem ser respeitados. Atuamos no limite da lesão para desencadear uma resposta orgânica que chamo de “Princípio de Sobrecarga da Estética”. Um bom exemplo é quando aplicamos um peeling químico na pele, o que realmente fazemos? “Queimamos” a pele com ácidos, porém, não é uma queimadura clássica e, sim, algo controlado, modulado. Deixamos o ácido agir até determinada camada da pele, removemos e tamponamos. Essa “lesão” é subclínica, sem a intensidade dos fenômenos clássicos de um processo inflamatório, mas deve ser suficiente para ativar o processo de reparo e regeneração tecidual. Esse mecanismo ativa a principal célula da estética, o fibroblasto.
fibroblasto
Essa célula é responsável por toda a síntese de proteínas, dentre elas, o colágeno, a elastina, a substância fundamental amorfa que preenche os espaços entre as células e estruturas que compõem a pele. O tratamento induz uma reestruturação tecidual que dá aspecto mais luminoso e jovem à pele.
E essa resposta obedece às fases de reparo e regeneração tecidual de forma similar, envolvendo diferentes tipos de células e atuação temporal delas após o tratamento, no entanto, é importante ressaltar que a figura abaixo representa uma resposta inflamatória clássica com presença de calor, rubor, dor e edema, por isso, o número relativo de células por área é alto. Nos tratamentos estéticos, essa reação é bem mais branda e, geralmente, imediatamente após a sessão, a região tratada pode apresentar aumento de temperatura, avermelhada, sensação de desconforto e ligeiro edema. Essas reações são transitórias, isto é, desaparecem após alguns minutos ou horas, mas são indícios de que foram o suficiente para desencadear o processo de reparo e regeneração que vai culminar com a ativação do fibroblasto, e esse é nosso objetivo.
fibroblasto 2
Observe que imediatamente após a lesão, as células que prevalecem são inflamatórias que predominantemente produzem enzimas de degradação, que produzem fatores de crescimento que vão ativar outras células, em especial o fibroblasto, e células endoteliais para que novos vasos sanguíneos e linfáticos brotem, o pico dessa reação ocorre no 3º dia. Observe também que o ciclo de atividade do fibroblasto se inicia entre o 2º e o 3º dia, tem um pico entre o 5º e o 8º dia e decai acentuadamente por volta do 15º dia. Alguns autores colocam que essa atividade, chamada de fibroplasia, perdure até, aproximadamente, o 21º dia.
Conclusão 1: Se tratamentos potentes forem aplicados diariamente ou muito próximos, teremos predomínio de células de degradação e não de síntese.
Conclusão 2: Os intervalos devem respeitar o ciclo de atividade do colágeno que é, no mínimo, de 7 dias.
Conclusão 3: Temos que ter em mente que podemos dar o mesmo estímulo em diferentes pessoas e elas podem ter respostas diferenciadas porque a resposta tecidual é individual e dependente de fatores hormonais, nutricionais, idade, etc.
Conclusão 4: Imediatamente após o tratamento e no intervalo entre as sessões, podemos fornecer substratos, vitaminas, oligoelementos, entre outros, via dermocosméticos para melhorar a qualidade do tratamento e, assim, obter melhores resultados.
Conclusão 5: Pessoas com melhores condições nutricionais respondem muito melhor ao tratamento. A alimentação equilibrada orientada por um nutricionista, ou mesmo o uso de nutricosméticos devem ser alicerces de um bom tratamento.
Conclusão 6: Recursos que aceleram o processo de reparo e regeneração tecidual podem e devem ser utilizados entre as sessões, sempre em doses terapêuticas.
Sim! Equilíbrio e harmonia são essenciais na hora de montar um protocolo de tratamento. Conhecimentos sobre a fisiologia de reparo e regeneração tecidual também!
Como tudo na vida…Nem demais, nem de menos!

Ultrassom focalizado e ultracavitadores

O que deve se saber antes de comprar uma tecnologia deste tipo?


Artigo escrito com a colaboração do Professor Esteban Fortuny, Santiago, Chile.
Há mais de 4 anos venho estudando, juntamente com um grupo de pesquisadores, a ultracavitação e o ultrassom focalizado. Em todos nossos cursos passamos muita evidência científica de como usar corretamente estas tecnologias, no entanto, muitos profissionais fazem as mesmas perguntas quando começam a utilizar e se deparam com milhões de marcas: Qual equipamento é o melhor? Será que este aparelho realmente faz o que promete? Você me recomenda comprar? Como pesquisadores optamos pela neutralidade de não mencionar marcas associadas, portanto, sugerimos uma lista do que você deve saber “antes”  de comprar uma ultracavitação ou um ultrassom focalizado.
CONCEITOS DISTINTOS:
O ultracavitador apresenta um transdutor plano, porém associado a correntes elétricas terapêuticas e de altas intensidades de energia  são usadas em tratamentos estéticos com o intuito de favorecer a lipólise . O ultrassom focalizado de alta intensidade – HIFU (High Intensity Focused Ultrasound) apresenta  transdutor curvo que emite as ondas sonoras com profundidade controlada em uma área mais  focalizada que o ultracavitador e também é utilizado com o mesmo objetivo.
FABRICANTES  E DADOS TÉCNICOS
O primeiro ponto importante na avaliação de um equipamento são as informações passadas pelo fabricante: Se o fabricante não fornecer a informação, desconfie , é fundamental para sua segurança que todos os dados estejam disponíveis para seu conhecimento.
Há algumas informações técnicas importantes que falam sobre a tecnologia, por exemplo,  como saber exatamente a área de emissão do equipamento (isto tem relação com seu calculo de tempo de aplicação), a potencia, intensidade por cm2 e frequência ( que se relaciona com a profundidade a ser atingida no tecido e os cuidados na forma de aplicação). Outra informação técnica é o BNR que indica se esta emissão é simétrica ou assimétrica.
INTENSIDADE: A CHAVE PARA O SUCESSO!
A intensidade é medida em W/cm2 e exprime uma relação entre a potência do equipamento com a área de emissão ( ERA ) . Por regra, os ultracavitadores geram cavitação inestável gerada apenas em intensidades de emissão iguais ou superiores a 3 W/cm2 . Se o equipamento não conseguir chegar a este valor, provavelmente, trata-se de um ” ultrassom convencional ” em suas mãos, disfarçado de ” ultracavitador.”
EFICÁCIA COMPROVADA: QUEM DISSE ?
Sempre é bom solicitar informações de pessoas que já têm o equipamento. Como foram os seus resultados?
Mas o ideal e que precisamos adotar como habito é questionar se a empresa  tem algumas publicações ou estudos científicos que comprovem a sua eficácia e principalmente, onde foram publicados estes estudos. A segurança quanto ao rigor metodológico vai te dar mais confiança em estar usando algo que realmente tem comprovação cientifica séria. Hoje é possível publicar de tudo, mas as revistas cientificas indexadas selecionam os trabalhos que demonstram uma real seriedade.
Alta ou baixa frequência : QUEM É MELHOR ?
Tanto os equipamentos de baixa quanto de alta frequência são efetivos, isto é fato! Há estudos com ambos e devemos considerar vantagens e desvantagens de cada um.· Equipamentos de Alta Frequência  tem penetrações mais baixas e são bastante superficiais, portanto, podem ser usados sem a necessidade de fazer a dobra cutânea em áreas com presença de vísceras . No entanto, muitas pesquisas incluem Low Frequency  (Baixa frequência) que são mais eficazes mas penetram mais profundo e necessitam de efetuar a dobra cutânea ao ser utilizado por motivo de segurança e para resultados mais efetivos. Sua desvantagem é que  pode gerar um zumbido no ouvido, às vezes desagradável para o paciente. Outra pergunta que não deve faltar: como e em quanto tempo devemos efetuar a calibragem do equipamento?

REFERENCIAS
Moreno-Moraga J, Valero-Altés T, Riquelme AM, Isarria-Marcosy MI, de la Torre JR. Body contouring by non-invasive transdermal focused ultrasound. Lasers Surg Med. 2007; 39(4):315-23.
Haar G.; Cossious C. High intensity focused ultrasound: physical principles and devices. Int J Hyperthermia, 2007.
Meyer, P. F. ; Silva, R.M.V. ; Ronzio. O.A. ; Antonelli, C. ; Fuchis. K. ; Brienza, D. ; Deveiks, I. ; Goemz, D. . Ultracavitación de baja frecuencia: estudio de caso. CATUSSABA – Revista Científica da Escola da Saúde (UnP), v. 2, p. 11-20, 2012.
Meyer, P. F. ; Carvalho, M. G. F. ; Andrade, L.L. ; Lopes, R.N.S. ; Delgado,A.M. ; ARAUJO, H. G. ; Nóbrega,L.L.M. ; NOBREGA, M. M. ; BARICHELLO, P.A. ; SILVA, R. M. V. . Efeitos da ultracavitação no tecido adiposo de coelhos. Fisioterapia Brasil, v. 13, p. 106-111, 2012.

Tratamento pós-lipoaspiração com radiofrequência de 27,12 MHz

Cuidados e manuseio da radiofrequencia no pós-operatório de cirurgias estéticas



A mídia impõe um padrão de beleza irreal que estimula a busca por tratamentos estéticos para reduzir medidas. A cirurgia plástica, muitas vezes, é o tratamento de escolha para redução de gordura localizada em determinados pacientes. Neste contexto se insere a lipoaspiração, no qual é um procedimento cirúrgico que realiza a introdução de finas cânulas para remoção do excesso de tecido adiposo.
No pós-operatório imediato e nas primeiras 4 a 6 semanas após o procedimento, são necessários cuidados especiais para o controle do processo inflamatório, estimulação do processo de reparo tecidual e para a prevenção de fibroses e aderências importantes. Neste contexto, se insere o ultrassom terapêutico, terapia combinada, correntes analgésicas e drenagem linfática, sendo estas, técnicas essenciais para a prevenção de complicações.
Após 4 a 6 semanas e/ou depois de uma avaliação criteriosa que aponte a ausência de sinais inflamatórios e dor, é possível a associação de outras técnicas como a massagem mecânica, radiofrequência, carboxiterapia e terapias manuais que contribuem positivamente com processo de remodelagem tecidual.
No pós-operatório tardio deste tipo de procedimento, caso o paciente não tenha recebido intervenção terapêutica precoce, o risco de fibroses e aderências cicatriciais é extremamente alto. Neste sentido, para o tratamento dessas alterações teciduais são necessários recursos que realizem um aquecimento do tecido.
A radiofrequência de 27,12 MHz permite a geração de um campo eletromagnético, sendo a energia eletromagnética direcionada para a hipoderme através do aplicador monopolar, o qual permite um aquecimento profundo e controlado. A temperatura deve ser mantida entre 37 e 38 °C para que haja aumento do fluxo sanguíneo local e amolecimento tecidual com diminuição da densidade do colágeno, além de tornar a substância fundamental amorfa mais maleável. Este aquecimento tecidual facilita a mobilização cicatricial para tratar cicatrizes hipertróficas e/ou evitar a ocorrência destas. Dessa forma, a radiofrequência permite o tratamento eficaz das fibroses e aderências, tornando a superfície da pele mais uniforme.
Em relação ás equimoses pós-lipoaspiração, a radiofrequência de 27,12 MHz favorece a absorção dessas equimoses devido ao seu efeito anticoagulante e ao aumento da circulação local.
No contexto dos cuidados pós-operatórios, caso o paciente venha a apresentar flacidez de pele pós-lipoaspiração, o aplicador bipolar da radiofrequência de 27,12 MHz é indicado para promover a “termocontração do colágeno dérmico” (efeito lifting) com encurtamento e espessamento das fibras de colágeno, e estimular a atividade dos fibroblastos para que haja a neocolagênese e neoelastogênese, visando o aumento da firmeza e elasticidade da pele. Para isso, a temperatura considerada terapêutica na faixa de 40 a 42°C deve ser mantida na superfície da pele durante toda a aplicação. Além disso, esta temperatura estimula a remodelagem tecidual para melhor alinhamento das fibras colágenas.
É importante salientar que, para atendimento pós-lipoaspiração com radiofrequência, é necessário atenção às contraindicações da técnica, manter contato direto com o médico cirurgião para verificar as possíveis intercorrências cirúrgicas que possam coexistir, além de respeitar a resposta individual de cada paciente ao processo de reparo e regeneração tecidual
Artrose, reumatismo,artrite???? O que eu tenho?




As extremidades dos ossos que formam as articulações são revestidas por cartilagens esbranquiçadas, que em contato com o líquido sinovial, uma espécie de lubrificante que é produzido nas articulações, facilitam os movimentos acionados pelos músculos. A cartilagem das articulações também é responsável por absorver parte do impacto direto dos movimentos sobre os ossos. O desgaste natural ou causado por lesões diretas da cartilagem como o resultado de certas fraturas, por exemplo, pode desencadear a artrose, que leva a uma diminuição do arco de movimento, ou seja, da capacidade de ações básicas como girar, estender e flexionar os membros.

Leia a entrevista com o médico Paulo Henrique Araujo, ortopedista e cirurgião graduado pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto/USP, com especialização em traumatologia ortopédica e cirurgia do joelho e membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Joelho (SBCJ) e da Sociedade Latinoamericana de Artroscopia de Joelho e Trauma Desportivo (SLARD).

1.O que é artrose do joelho? A artrose é o desgaste da cartilagem de uma articulação. Pode acontecer em qualquer junta. O joelho é o que mais sofre com o problema em função de seu uso constante, seja nas atividades do dia a dia, nas práticas esportivas ou outras atividades de movimento, como a dança.

2.Como ela se desenvolve e quais os sintomas? A artrose é uma doença esperada para todas as pessoas. Normalmente a cartilagem articular, ao longo dos anos, vai sofrendo um processo natural de desgaste pelo uso constante variando de intensidade de pessoa para pessoa. O sintoma mais comum é a dor, derrame articular (água no joelho), alteração do alinhamento normal das pernas (pernas arqueadas ou em forma de "X") perda do movimento completo de flexão e extensão dos joelhos e crepitação (rangidos).

3.A dificuldade em andar ou mesmo descer/subir escadas já pode ser o indício de artrose? Em alguns casos sim, mas também pode ser devido a uma infinidade de outras razões. É preciso avaliar o caso com atenção.

4.Quem é mais sujeito a ter artrose? Por que? Existe uma faixa etária? Mulheres são mais acometidas pela artrose de joelho que os homens. As razões são variadas, mas ainda controversas. A obesidade está diretamente correlacionada com a artrose, pelo fato de sobrecarregar a articulação. Hereditariedade também está relacionada com a artrose, ou seja, uma pessoa na qual um dos pais ou os dois, teve artrose é mais propenso a ter a doença também. Por fim, pacientes que sofreram traumas nos joelhos, por lesão do ligamento cruzado anterior, posterior, meniscos e fraturas, mesmo que operados, podem desenvolver artrose com o passar do tempo.

5. Existe alguma forma de prevenir a artrose? Manter o peso adequado e realizar exercícios que promovam o fortalecimento muscular.

6.Quais os tratamentos para combater a artrose? Perda de peso, fortalecimento muscular, evitar atividades de impacto, uso de bengala, analgésicos, fisioterapia e hidroterapia são tratamentos sintomáticos, ou seja, ajudam a combater a dor e devem sempre ser empregados. Não há tratamento eficaz para combater a doença "artrose". Medicações orais, chamados antiartrósicos, e os injetáveis que são aplicados dentro do joelho, como os derivados do ácido hialurônico, podem melhorar os sintomas temporariamente, mas em muitos pacientes não surtem nenhum efeito. Uma vez desgastada a cartilagem articular, não há recuperação possível. Se os tratamentos sintomáticos não forem eficazes, o tratamento cirúrgico pode ser uma solução. Neste caso, a cirurgia mais comum é a implantação de uma prótese de joelho.

7.Quando a cirurgia é indicada? Qual a tecnologia usada? (videoartroscopia, cirurgia robótica etc).
 A cirurgia mais indicada para o paciente com artrose avançada de joelho é a prótese de joelho. A cirurgia consiste na substituição da superfície articular do joelho que está desgastada por implantes de metal e polietileno. A cirurgia pode ser realizada de forma convencional ou guiada por computador, o que é chamada no meio ortopédico de cirurgia navegada.

8.Quais são os cuidados no pós-operatório? A doença pode voltar? Na cirurgia de prótese de joelho, como na maioria das cirurgias ortopédicas, o tratamento fisioterápico após a cirurgia é extremamente importante para se obter um bom resultado. Uma prótese de joelho, como qualquer outra prótese articular, se desgasta com tempo, pois sua durabilidade estimada é de 15 anos. Quando fica constatado que a prótese se desgastou, a solução é uma nova cirurgia chamada de "revisão".

http://www.quadrilcirurgia.com.br/uploads/2/1/6/4/21640990/7897366.png?338

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Siringoma, Milium e Comedão fechado

Você sabe a diferença e como identificá-los?
4 de julho de 2014 por Mariana Negrão

Hoje vou falar sobre três lesões de pele extremamente frequentes na estética e que compreender suas diferenças e saber identificá-las é extremamente importante para evitar erros e cicatrizes nos clientes, já que cada uma delas se trata de forma específica e diferenciada. Muitos profissionais acreditam que dominar as técnicas de tratamento é o que é mais importante na estética, mas não podemos esquecer que saber identificar lesões e avaliar é o que vai nortear a escolha da melhor técnica e dessa forma se obter o sucesso ou fracasso da terapia.
siringomaSiringoma é um tumor benigno derivado dos ductos de glândulas sudoríparas. São lesões pequenas que geralmente se localizam na região dos olhos (muitas vezes confundidos com milliuns), da cor da pele ou amareladas, geralmente são mais achatados e de consistência endurecida. O tratamento aqui é remoção com dermatologista. Há uma tendência genética para o desenvolvimento deles. Histologicamente, o siringoma consiste da proliferação de numerosos pequenos ductos das glândulas sudoríparas acometidas, cujas paredes são revestidas usualmente por duas fileiras de células epiteliais achatadas, localizadas na derme papilar e reticular superior (segunda camada da pele). Alguns ductos ficam tão proliferados que ao microscópio observamos como se fossem pequenas caudas semelhantes a vírgulas, dando-lhes a aparência de girinos.
milium (1)Milium é um cisto formado por acúmulo dequeratina, são superficiais e na maioria das vezes epidérmicos. São lesões esféricas, geralmente móveis, indolores, de consistência elástica ou endurecida. Podem variar de pequenos cistos (menores de 1cm) até lesões com vários centímetros de tamanho. Seu tratamento consiste em ser retirado com agulhas por profissionais capacitados. Geralmente encontrados na face, especialmente ao redor dos olhos.
acne_comedcomedão fechado é o resultado da obstrução de um folículo piloso da pele (poro) por queratina e sebo. Surgem como pequenas lesões ligeiramente elevadas, de 1 a 3 mm de diâmetro. Geralmente é esbranquiçado ou da cor da pele e sua localização ocorre em toda a face. O tratamento é feito através de limpeza de pele extraindo-se o comedão.

Referencias
AZULAY, R. D.; AZULAY, D. R. Dermatologia. 3ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006.
SAMPAIO, S. A. P.; RIVITTI, E. A. Dermatologia Básica. 2ª ed. São Paulo: Artes Médicas, 2000.

terça-feira, 8 de julho de 2014

Antero Greco: O zagueiro que tirou Neymar e as ideias de jerico

publicado em 6 de julho de 2014 às 15:08

Fabio Remaco, no Facebook, teve a preocupação de mostrar as imagens que a mídia não mostra: os frames de vídeo revelam que o zagueiro colombiano foi e saltou para a disputa de uma bola alta olhando para a bola, assim como Neymar. Pode, sim, ter havido maldade, mas a posição do joelho é consistente com a de um jogador que sobe para disputar a bola. Não dá para condená-lo antecipadamente como criminoso usando o “domínio do fato” sem uma análise das imagens que comprove intenção.

Já o gráfico da Folha não reproduz a bola no alto, mas diante de Neymar, o que pode dar a impressão de que Zunica buscava uma bola inalcançavel e aproveitou criminosamente para tirar o brasileiro de campo. As ilustrações e as legendas acima foram acrescentados pelo Viomundo ao artigo de Antero Greco, que segue abaixo:
Ideias de jerico
06.07.2014 | 10:49
Por Antero Greco, em seu blog
A seleção está a dois passos de outro título. No entanto, o fim de semana ainda é de comoção. A alegria pela vaga na semifinal quase se transformou em luto nacional.
Desde sexta-feira, a pátria do futebol está apreensiva, emocionada, revoltada, indignada por causa do episódio que tirou Neymar da Copa. A joelhada nas costas do rapaz atingiu 200 milhões de pessoas que, de improviso, se uniram para exigir o justiçamento do colombiano Juan Zuñiga.
O zagueiro virou o inimigo público número 1 do brasileiro, sem direito a defesa nem apelação. O veredicto foi ditado na hora, segundos depois do choque com Neymar, já bem perto do encerramento do jogo mais truncado e cheio de faltas de toda a competição. Faltas duras, de ambos os lados, é bom ressaltar.
A histeria espalhou-se, ampliou-se, contaminou com a velocidade das imagens, do som, da força das redes sociais e do oportunismo de certo setor da mídia. A entrada estabanada, destrambelhada, estouvada foi vista, revista, reprisada por todos os ângulos, em câmera lenta, com música pungente ao fundo, narração lúgubre, apresentador com olhos marejados e cheios de indignação. O rival virou inimigo.
Zuñiga, até anteontem conhecido apenas por aqueles que acompanham o futebol internacional, se transformou na encarnação do capeta, um serial killer, novo Jack, o Estripador, um assassino sanguinário, delinquente desalmado. Isso para ficar nas qualificações mais amenas. Fora as injúrias racistas de praxe. Pediu-se até prisão, sem contar as sugestões de esquartejamento, eletrocução, enforcamento. Os mais piedosos se contentavam com espancamento. Por pouco, não se declarou guerra à Colômbia.
Pessoal, isso tudo é absurdo. O futebol empolga, mexe com emoção, faz vir à tona o que temos de melhor – e de pior. Para espíritos mais fracos, provoca confusão a respeito do que significam esporte, cidadania, nação, justiça, bom senso, generosidade. Perdão.
Compreensível que, num primeiro momento, sobressaia a revolta. A Copa chegava a um estágio decisivo e Neymar, mesmo com desempenho instável, era a grande esperança do Brasil. Agora está fora, o que, para muitos, é prenúncio de tragédia inevitável.
Portanto, era preciso buscar vilão – e Zuñiga veio a calhar. O moço foi duro, desmedido na dividida. Houve pitada de maldade. Mas, como afirmar que entrou para quebrar, embora esse tenha sido o resultado final do entrevero? Lances de risco se repetem à exaustão num jogo. Tanto que, na hora, não houve reclamações e a partida seguiu. Todos tomaram como disputa mais quente, e só. Houvesse ocorrido com James Rodríguez e diríamos que era do jogo, pois “futebol é contato”.
Neymar logo vai se recuperar, voltará aos dribles e aos gols. A seleção poderá provar, apesar da forma traumática, que é forte, mesmo sem seu principal jogador.
Deixemos ideias de jerico de lado. As semifinais serão vibrantes, com Brasil x Alemanha e Argentina x Holanda.
PS 1 do Viomundo: É nossa opinião não especializada que o zagueiro não preparou as costas do Neymar para que a joelhada tivesse um efeito maior, como escreveu Paulo Moreira Leite, que viu distinção no tratamento dado a Luis Suárez e a Zuñiga pela mídia — ela não teria protestado suficientemente contra o que aconteceu com Neymar. A teoria de PML é de que, sem Neymar, o Brasil perde, o que segundo ele interessa à mídia. Acho ruim ver a Copa apenas pelo viés eleitoral ou geopolítico, quando também tem futebol envolvido.
Presumo que a distinção entre os casos do atacante uruguaio e do zagueiro colombiano tenha a ver com intencionalidade, sobre a qual não existe dúvida no caso de Suárez. Confesso que não vejo como o Merval Pereira seja capaz de derrotar a seleção brasileira.
Além disso, seleções são criticadas em todos os países do mundo — na Itália, na França, na Alemanha, na Espanha, basta ler a mídia esportiva para constatar que existem alguns bilhões de técnicos e especialistas em futebol em todo o planeta.
Porém, acho que tem gente da oposição torcendo para ver a Dilma entregar a taça ao Messi, uma foto que, do ponto-de-vista destas pessoas, é impagável para a campanha que se avizinha.
PS 2 do Viomundo: Temos enfrentado muitos problemas com o Facebook, tanto nos comentários quanto nos compartilhamentos.
Não sabemos se é um problema técnico ou boicote politicamente motivado, uma possibilidade já que nosso conteúdo destoa dos da mídia tradicional e a extrema-direita está numa ofensiva feroz.
Portanto, sugerimos aos leitores que pretendem compartilhar que usem diretamente o link no topo de cada post para reproduzir em suas páginas. Obrigado e estamos investigando.

terça-feira, 1 de julho de 2014

ÁGUA OU GORDURA?


A calça não fecha e aquela festa está chegando. E, como sempre, o tempo é curto. Mas você não sabe o que combater: inchaço ou excesso de gordura? Truque simples mostra como diferenciar e no que devemos focar para reduzir medidas.
O ponteiro da balança não sobe, mas o excesso lateral só aumenta. Parece gordura, mas não é. O mistério pode estar na retenção de líquidos, que deixa o corpo inchado. A gordura se caracteriza pelo aumento do volume das células adiposas. Já o inchaço é o acúmulo de líquido entre as células. Para tirar a dúvida, a dica é fazer um teste simples, capaz de definir a causa da alteração da silhueta.
De frente para o espelho, localize as áreas onde a pele sofre mais resistência, como os tornozelos, que têm o osso logo abaixo. Tecidos como as bochechas, muito macios, ou que costumam causar dúvidas, como rosto e pescoço, não são bons indicadores. Com os dedos em pinça, aperte a carne do local e observe. Se o problema for inchaço, a pele fica com uma pequena depressão por alguns segundos. Outra dica é ver se os números da balança variam entre uma semana e outra.
Se o caso for excesso de peso, a receita é conhecida: siga uma alimentação balanceada e pratique exercícios físicos regularmente. Com perisistência, o resultado é certo. No caso do inchaço, a primeira providência é reduzir o consumo de sal. E fugir do calor, pois as células passam a expelir mais líquido e o excesso se acumula entre elas.
Outra dica importante é começar a fazer drenagem, ou massagem modeladora, pois as duas técnicas melhoram o sistema linfático, que é o responsável por drenar e limpar no corpo.
O exercício físico também ajuda, pois quanto mais músculo você tem, menos água você retem, além dos músculo servirem de bomba cada vez que eles se contraem.

Para ter certeza do inchaço o interessante seria fazer um exame de bioimpedância, onde através de eletrodos, é disparada uma corrente elétrica imperceptível, e pode ser mensurado quanto de massa muscular, óssea, água, e gordura você tem no corpo. em nosso consultório você pode fazer tudo isso e muito mais!

 Cuide-se. O projeto verão está em cima e o lugar de água retida é na praia.


quinta-feira, 26 de junho de 2014

Os verdadeiros benefícios psicológicos do exercício físico

Eu quero falar com você sobre os efeitos psicológicos positivos que o exercício físico e o esporte podem nos proporcionar.
Não sobre a liberação de substâncias no cérebro, que nos dão sensação de bem-estar e prazer; não sobre alívios de tensões, ou sobre aumento na neurotransmissão, pois tudo isso se refere à nossa parte física. Também não reforçarei a ideia de que nossa mente descansa enquanto malhamos o corpo, porque acredito que, mais do que isso, ela se fortalece e cresce. Os verdadeiros efeitos psicológicos do exercício físico são profundos e transformadores. Já observou nossos atletas: a concentração e determinação de Ayrton Senna, a perseverança de Cafu, a força e visão de Bernardinho, a potência das suas equipes? Já pensou sobre o que faz uma pessoa continuar correndo por quilômetros com dor e ainda se sentir feliz ao cruzar a linha de chegada? O que faz com que essas pessoas se esforcem tanto? Como elas conseguem continuar mesmo quando perdem ou se machucam na véspera da competição final? Como podem testar e colocar tanto à prova os seus próprios limites? As respostas estão no comportamento e na mente dessas pessoas, nas coisas que elas aprendem e alimentam através do exercício. Essas coisas representam tudo aquilo que você e eu podemos adquirir na caminhada diária, na corrida, na natação, no levantamento de peso, etc. Vamos falar sobre algumas dessas coisas.
Disciplina: este é um dos elementos do Bushido, o código de conduta dos Samurais. As palavras “código de conduta” nos ajudam a entender a disciplina como ela realmente é: não um conceito ou uma teoria, mas uma forma de comportar-se, uma série de atitudes. E comportamento pode ser aprendido. Os benefícios físicos do exercício só aparecerão se ele for praticado com rotina, organização, objetividade e persistência, com boa alimentação e descanso. Às vezes não percebemos, mas sair todo dia em determinado horário para fazer uma simples caminhada é uma atitude disciplinada de um verdadeiro guerreiro. Nesse ato simples, você está fortalecendo sua capacidade de escolher o que quer, renunciando a outros prazeres, como o tentador happy hour com os amigos; está exercendo suas habilidades de planejamento, definindo aonde quer chegar, suas metas de peso e saúde; está assumindo o controle sobre suas emoções, ao vencer a vontade de ficar em casa, ao derrubar seu medo de não conseguir dar “duas voltas no parque”. Todas essas habilidades cognitivas, comportamentais e emocionais vão refletir diretamente no seu dia-a-dia, no seu trabalho e relacionamentos.
Autoestima: quando nos vemos como capazes de nos por à prova, de dizer “não” para as coisas que realmente não queremos, como vencedores de medos, ansiedades e angústias; quando nosso corpo e saúde caminham e/ou atingem nossos objetivos, nossa autoestima se fortalece. A atividade física, o treino pode ser usado de diversas formas: podemos esquecer os problemas enquanto nadamos; ou é possível que vejamos nossos adversários e obstáculos caindo por terra enquanto levantamos peso repetidas vezes; também podemos pensar na vida e organizar os pensamentos durante uma caminhada. Que sentido você dá para o seu exercício? Como ele está fortalecendo sua autoestima, ajudando você a gostar e dar mais valor a si mesmo?
Determinação: não é fácil ver o peso na balança, o nível de colesterol num exame, o tamanho dos músculos no espelho e conseguir visualizar a meta necessária ou desejada. Às vezes o resultado final pode parecer muito distante ou inatingível, mas isso pode não acontecer apenas em relação ao exercício físico. Talvez você esteja no início de uma faculdade cujo final parece inalcançável, ou tenha uma meta no trabalho que se apresenta como esmagadora, ou ainda ter um problema pessoal que te faz sofrer e não aparenta solução. A atividade física regular não é remédio, no entanto, a sua prática te ensina a seguir adiante, a enfrentar o que parece ser difícil. Eu vejo senhores e senhoras fazendo isso em academias da terceira idade. Eles poderiam estar em casa, deitados, ou no bar bebendo e fumando, afinal já viveram tudo, né? Não. Eu vejo essa determinação nos olhos do amigo que está gritando na última e mais dolorida repetição da série de musculação.
Resistência à frustração: esse é um termo psicológico que traduzimos apenas como GARRA. A determinação, a disciplina nos ajuda a resistir e persistir diante das coisas negativas. Está chovendo ou frio, o corpo está dolorido, a academia está cheia, a água está com cloro demais, o resultado ainda não apareceu, um mês de academia e você perdeu pouquíssimo peso. As circunstâncias não estão como gostaríamos, mas se queremos realmente atingir nossos objetivos, teremos que seguir adiante. Ou derrubamos os problemas, ou eles nos derrubam. O chefe é grosso, a esposa só reclama, o marido é insensível, as crianças estão muito agitadas, as vendas caíram. Tudo isso nos frustra, mas você vai desistir do seu emprego, da sua família, você vai desistir do seu sonho? Você percebe como a atividade física é um exercício psicológico poderoso? Percebe o quanto ele vai exigir que você seja firme e o quanto isso pode refletir em vários aspectos da sua vida? Encontre a solução para o problema e siga firme em seu sonho.
A lista de benefícios psicológicos que os exercícios físicos e o esporte podem nos proporcionar é enorme, porém deixarei para você pensar naqueles que não mencionei. Esse é um exercício psicológico importante: refletir seria e profundamente sobre as coisas boas que vivenciamos. Estamos “treinados” a nos focar em problemas e reclamações. Isso é quase cultural no Brasil. Dê atenção às coisas boas na sua vida, pense sobre elas, sinta suas reações, siga em frente, exija mais, lute. Obviamente, exercício físico por si só não é remédio, entretanto, é um forte complemento, salvo casos especiais, para tratamentos médicos, psiquiátricos, ou psicoterapêuticos. Além disso, ele exige e nos ensina uma série de habilidades cognitivas e comportamentais que podem nos ser de grande utilidade na promoção e manutenção da nossa saúde psíquica, física e social. Isso todos nós podemos adquirir. Depende do nosso empenho e entendimento. Busque a superação, mantenha sempre o equilíbrio.

Você é o que come e pensa! Entenda como a Psicologia pode contribuir no Processo de Emagrecimento

emagrecimento
Se você conhece várias dietas da moda, sabe distinguir um alimento nutritivo do calórico, sabe o que fazer e não fazer para emagrecer, sabe de cor os nomes dos remédios que prometem emagrecimento rápido e sem sofrimento, sabe o que é carregar vários potes de remédios na bolsa e ficar atento ao horário, pois são grandes aliados no seu processo de emagrecimento, tem  consciência que está acima do peso, sofre consequências físicas do sobrepeso:  falta de disposição, baixo condicionamento, dores no corpo, etc., não consegue se libertar do efeito sanfona (o famoso engorda e emagrece), come compulsivamente, muitas vezes  sem fome e à noite, peregrina de médico em médico, de dieta em dieta. Enfim, se você já tentou vários métodos e não conseguiu emagrecer ou voltou a engordar depois de um período, então está na hora de incluir a Psicologia no seu Programa de Emagrecimento.
O emagrecimento se baseia em três fatores: Reeducação Alimentar, Atividade Física e Equilíbrio Psicológico.
O primeiro lugar que precisamos emagrecer é na mente! É necessário eliminar os gatilhos que nos fazem comer pela emoção, tomar consciência dos nossos padrões de comportamentos, revisar e entender qual é relação do nosso estado emocional com a comida, porque nos sabotamos, etc.
Para emagrecer, o tratamento básico consiste na mudança de hábitos alimentares e de atividade física, ou seja, comer menos e gastar mais energia. Isso você sabe. Infelizmente, uma coisa é saber e outra é fazer! A grande maioria das pessoas SABE O QUE FAZER, MAS NÃO CONSEGUE. Por alguma razão que desconhecem, sabotam a própria dieta. É nesse ponto importante que  entra a Psicologia.
Para mudar de peso você tem que mudar de comportamento e mais, emagrecimento não é só mudança de peso, é Reeducação Alimentar e Comportamental.

Qual é a relação entre AFETO e COMIDA?


Como estão suas emoções? Você as leva ao prato? A compulsão por comida motivada por razões emocionais é a segunda maior causa de obesidade no mundo. Muitas vezes, as pessoas comem porque se sentem entediadas, solitárias, infelizes, cansadas, ou por qualquer outro motivo que não esteja diretamente relacionada á necessidade de se alimentar.
Um dos grandes causadores do comer compulsivamente são os problemas afetivos. Perdas, decepções, frustrações, necessidade de agradar ou ser aceito, rejeição, rompimentos, luto, dentre outros, podem favorecer a alteração no comportamento alimentar, levando o indivíduo a comer demais ou até compulsivamente. O alimento, nesse contexto, seria um substituto do afeto perdido. Aquele bolo de chocolate ou  prato calórico se tornam um carinho que a pessoa se faz.
Irei utilizar da Psicologia do desenvolvimento para explicar uma associação emoção-comida. Um bebê quando chora lhe é oferecido o seio ou a mamadeira. Ele pode chorar devido a vários fatores: fome, frio, calor, sono, dor, dentre outras causas. Geralmente uma das primeiras soluções a ele oferecida para aplacar o sentimento desagradável é a comida. A comida vai se tornando assim “o primeiro antidepressivo ou ansiolítico”, pois aprendemos inconscientemente que ela é uma das primeiras estratégias para lidar com sensações desagradáveis, ou seja, com as primeiras frustrações.
Mais tarde, quando as frustrações afetivas ocorrerem, algumas pessoas, diante da impossibilidade de saber lidar com a situação ou de “anestesiar” o mal estar interno, poderão reativar esse antigo esquema. Comida = Bem estar.  Dependendo do  contexto  em que isso ocorra, o cérebro  começa a criar outras funções para o alimento que não só a de objeto de nutrição.  O alimento passa a ter uma função afetiva.  Ele pode significar amor, afeto, carinho, etc e se torna uma bengala.
É inegável que a comida se torna em muitos casos, um poderoso objeto de redução de ansiedade. Quem nunca sentou em um restaurante após um dia estressante ou após uma briga e pediu um prato bem calórico e disse: Hoje eu “mereço” comer bife com bata frita, uma feijoada, um brownie, e por aí adiante ?
O problema é que esse falso “merecimento” ou afeto disfarçado de comida, causa  efeitos desastrosos para a saúde e a estética, se ingerido em excesso.

Psicologia: Uma arma poderosa no Emagrecimento


Não se iluda! Há uma forte relação entre emagrecimento e autoestima. Você precisará mudar algo mais que o peso para emagrecer e manter-se magro. Se você  não fizer nada  em relação à ansiedade, ao vazio existencial, aos sentimentos de rejeição e abandono, à depressão, raiva reprimida, etc, continuará tendo um campo fértil  para a auto sabotagem.

Relação Mente X Comida


Várias necessidades são determinadas pelo corpo, tais como: sono, sede, fome, mas quem determina quando e como saciá-las é o cérebro. Exemplificando, o corpo necessita de alimentos, mas quem escolhe quais alimentos irá ingerir é o cérebro.
Se você está acima do peso, a culpa pode ser  da sua atual programação mental e não há dieta, remédio ou livro que possa mudar isso. A única maneira de emagrecer e não voltar a engordar é modificar de uma vez por todas, no seu inconsciente, sua relação com a comida.
O Cérebro é como um computador, os comportamentos são como softwares. Você pode ter desenvolvido um software ineficiente sobre o ato de alimentar-se. A boa notícia é que, depois que aprender a reprogramar sua mente, você não terá dificuldade em adquirir novos hábitos de pensamento e atitudes que garantirão seu sucesso.
É praticamente impossível abandonar um hábito apenas com a força de vontade. É preciso reprogramar a mente.
A Imaginação é muito poderosa e os profissionais da área de marketing sabem disso. Quando lê um cardápio, você prova mentalmente os alimentos antes de decidir o que irá pedir. É devido a isso que os grandes restaurantes se empenham em descrever nos cardápios os pratos com termos bem apetitosos.
Responda com sinceridade.  Quais os pratos você escolheria em um cardápio:
  • Suculentas fatias de salmão ligeiramente defumada e aromatizadas ao endro, com molho de alcaparras, com risoto ao funghi ou peixe  assado com arroz de cogumelos marrom?
  • Suculentas costelas ao molho barbecue ou cadáver de porco com molho com aparência de sangue?

O assunto é muito vasto mas na verdade, a Psicologia ajuda às pessoas a modificarem comportamentos compulsivos de uma vida inteira e propõe uma  reprogramação mental  no que tange a relação Alimento x Emoção.

Como é o tratamento psicológico no Processo de Emagrecimento?


É um tratamento complementar ao tratamento médico-nutricional. Uma vez por semana você irá ao consultório de um profissional que conheça bem a área de emagrecimento e de transtornos alimentares e procurará identificar as emoções e mecanismos, que nem a Medicina nem a Nutrição trabalham. Reconhecerão a razão de comportamentos que surgem de repente e bota por água abaixo os seus planos.
A duração da Terapia varia em cada caso. Alguns fatores são fundamentais, tais como:  relação Psicólogo- Paciente,  seu empenho e perseverança na meta de emagrecer. Se você faz parte daquele pequeno grupo desinformado que acha que Psicólogo é para loucos ou perda de tempo, se faça algumas perguntas: Quanto tempo você levou para engordar? Qual o grau de sofrimento que a gordura lhe traz? Qual o prejuízo pessoal, físico e social que você está tendo, permanecendo acima do peso?
Lembre-se: Não se cura ansiedade e tristeza com comida! O emagrecimento deve vir de dentro para fora. Trate seu corpo com respeito e carinho.

“Você precisa ser feliz para emagrecer e não emagrecer para ser feliz”