quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Dor irradiada para o braço ! Você pode estar com uma Radiculopatia.






Dor nos braço e na nuca é normalmente o primeiro sinal de que as raízes de seus nervos estão irritadas em virtude de algum problema no pescoço e deve ser investigada. Sintomas como dormência, formigamento e, especialmente, fraqueza nos músculos dos braços constitui um sinal de alerta de que seu problema pode ser mais sério.
Radiculopatia é a compressão mecânica de uma raiz nervosa dentro das vértebras ou nos forames de conjugação. Como conseqüência, o nervo é tracionado (esticado) e ao mesmo tempo os vasos sanguíneos da região também são prejudicados. Acompanha-se de uma sensação de formigamento ou de dormência no percurso do nervo comprometido, podendo ser sentida desde o ombro até determinados dedos da mão.
Muitas vezes há também perda de força de um ou mais grupos musculares que dependem de uma ou mais raízes comprometidas, prejudicando determinadas funções dos membros superiores como a flexão ou extensão do antebraço. O mesmo pode ocorrer com determinados dedos da mão. Em geral, esses efeitos são observados de um lado só do corpo, seguindo a distribuição correspondente a cada raiz.

Artrose no joelho pode comprometer sua postura. Saiba como
Artrose no joelho quando instalada pode afetar sua postura. Saiba passo a passo como isto ocorre.
Vamos imaginar que a cartilagem que reveste os ossos nas articulações tem uma certa espessura, como o pneu de um automóvel. Conforme ocorre o desgaste pelo uso, o pneu vai diminuindo de espessura, até chegar na “lona”, o que na articulação corresponde ao desgaste da cartilagem até chegar no osso. Isto é a artrose. Quando isso ocorre, a dor fica muito forte,  incapacitante e pode haver o aparecimento de deformação óssea, que  compromete todo o alinhamento do joelho e consequentemente a coluna. A artrose é uma doença de caráter inflamatório e degenerativo das articulações (juntas) do organismo, marcada pelo desgaste das cartilagens que revestem as extremidades ósseas, causando dor e podendo levar a deformidades e limitações do movimento. Pode acometer o joelho, a coluna, o quadril, o ombro e até os dedos. A artrose do joelho tem se tornado cada vez mais comum. Muitos fatores estão relacionados com o seu aparecimento e seu desenvolvimento. Indivíduos muito obesos, os que sofreram algum traumatismo articular (entorses, fraturas, luxações), os que sofreram algumas alterações hormonais específicas, os que executam esportes com micros traumatismos de repetição, os que executam esportes de desaceleração (saltos) etc…
Como o paciente percebe que sofre de artrose?
Inicia-se com dificuldades nos movimentos articulares, principalmente no período matinal. Depois surgem dores articulares com sintomas característicos tais como, inchaço articular e calor local.
 Articulação normal


A articulação é uma estrutura que conecta um osso a outro. Nesse espaço, uma cartilagem amortece o impacto dos movimentos e impede que as peças do esqueleto se choquem. Quando mexemos a junta, a cartilagem é banhada e alimentada pelo líquido sinovial.
Desgaste da cartilagem



A idade, o uso inadequado, o sedentarismo e o excesso de peso favorecem um desgaste progressivo da cartilagem. É esse o fenômeno conhecido como artrose. Com o tempo e a degeneração da cartilagem, há uma redução do intervalo entre os ossos.
Deformação do osso

Nesse espaço restrito, ocorre uma reforma anatômica. Como a cartilagem não se regenera, os ossos tendem a crescer e se deformar, gerando os osteófitos, os bicos de papagaio. O impacto de um osso contra o outro causa dor e dificulta a movimentação.
Desvio da perna pela deformação do osso


Um joelho normal possui o seu eixo de carga passando pelo seu centro, sendo uma pequena variação de até aproximadamente 5º (cinco graus) admitida para esse eixo. Quando os eixos de carga possuem uma angulação superior a este valor, estaremos diante de deformidades denominadas em Varo quando a angulação é externa, e em Valgo quando esta é interna. Um aumento de carga sobre este eixo já deformado produzirá uma força vetorial externa ou interna, dependendo da angulação do joelho, fazendo com que haja uma maior pressão em determinada área, o que acarretará um desgaste precoce ou do lado interno ou do lado externo

Quando grandes deformidades já são detectadas em uma fase precoce, podem estas ser corrigidas por cirurgias específicas para um realinhamento do eixo do joelho, prevenindo, com isso, problemas maiores futuros.





segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Fibromialgia: a dor que não passa

Fibromialgia: a dor que não passa

A sensação é de ter sido atropelada: dói tudo e há um cansaço sem fim. E, pior, sob olhares de desconfiança por não ter “cara de doente” e os exames darem resultado normal. Mas é possível encontrar alívio para a fibromialgia, que ataca sobretudo as mulheres. O exercício é indispensável para a recuperação.

Dar uma volta no shopping, empurrar umcarrinho de supermercado, passear no parque e outras atividades triviais podem virar uma tortura para quem tem fibromialgia: 2,5% da população, na proporção de um homem para cada oito mulheres, a maioria na faixa entre 25 e 55 anos de idade. Ela se manifesta como uma dor persistente em várias partes do corpo. “Os atingidos não conseguem precisar o local, dizem que ‘dói tudo’”, informa a reumatologista Evelin Goldenberg, autora do livro O Coração Sente, o Corpo Dói (Editora Atheneu), que fala sobre essa doença complexa e pouco conhecida. Nos casos mais severos, até os fios de cabelo doem. Nem abraço é tolerado. Fora isso, a pessoa sente um cansaço inexplicável e um conjunto de sintomas – daí ser considerada uma síndrome – que inclui alterações no sono, rigidez matinal,dores de cabeça e depressão. E o sofrimento se arrasta. Um estudo da Sociedade Brasileira de Reumatologia com 500 mulheres, divulgado em 2011, concluiu que as pacientes demoram, em média, dois anos e meio para buscar auxílio médico e cinco anos até obter o alívio de suas queixas. Durante todo esse tempo, peregrinam por consultórios, fazem dezenas de exames e se submetem a tratamentos ineficazes.

O que dificulta o diagnóstico é que os exames de sangue e de imagem (raios X, ressonância magnética) dão resultado normal ou trazem achados que não esclarecem as queixas. Só métodos de última geração empregados em centros de pesquisa, como o pet scan (tomografia poremissão de pósitrons), que exibe o cérebro em funcionamento, são capazes de identificar alterações nos mecanismos cerebrais envolvidos na percepção da dor. E, como se não bastasse, a pessoa não tem “cara de dor”, isto é, não fica pálida e suando frio como quem é surpreendido por cólica renal. Por isso, familiares e amigos às vezes não levam a sério as queixas da vítima, desconfiam de que está querendo chamar a atenção e a apelidam de Maria das Dores. O diagnóstico traz alívio para quem teve os sintomas menosprezados: “Saber que não sofre de um distúrbio raro e fatal, que não corre o risco de ficar inválida e, principalmente, que não está louca faz toda a diferença”, diz a reumatologista. Embora a síndrome não tenha cura, o tratamento adequado mantém os sintomas sob controle.

Sensibilidade acentuada dor da fibromialgia é diferente da provocada por corte e queimadura. Não decorre de lesão nem de inflamação em alguma parte do corpo. Mas de amplificação da sensibilidade dolorosa, isto é, o portador sente mais dor do que o normal porque os mecanismos envolvidos no processamento da dor estão alterados. Há um excesso de substância P (do inglês pain, “dor”), o neurotransmissor que leva ao cérebro as informações dolorosas, enquanto analgésicos naturais, como a serotonina, estão em baixa. Daí decorre um aumento na percepção de dor. “O sistema nervoso vai ficando tão sensível que passa a responder de forma exagerada ao menor estímulo”, explica Evelin Goldenberg. Quem tem parentes de primeiro grau com a doença corre mais risco de apresentá-la. As crises são deflagradas especialmente por stress emocional: perda de uma pessoa querida, separação, hospitalização prolongada. Traumas físicos (cirurgias, acidentes), processos infecciosos, perdas prolongadas de sono e grandes flutuações hormonais são outros possíveis gatilhos. A inatividade física também contribui para que a fibromialgia dê as caras e o hábito de fumar tende a agravar a dor.

Pondo ordem na casa Nem toda dor crônica é sinal de fibromialgia. Os exames complementares ajudam a excluir doenças inflamatórias (bursite, por exemplo), degenerativas (caso da hérnia de disco) e metabólicas (como hipotiroidismo), que podem provocar sintomas semelhantes. Porém o mais importante é o exame físico, associado à história médica. Até 2010, o diagnóstico era positivo quando, dos 18 pontos espalhados pelo corpo (tender points) pressionados pelo médico na consulta, pelo menos 11 doíam. O último Consenso Brasileiro de Fibromialgia, assinado por 27 especialistas naquele ano, diz que, além de observar a dor, é preciso avaliar o estado físico e emocional do paciente, bem como a presença de sintomas como fadiga, sono não reparador e perda de memória, por pelo menos três meses. Com a adoção dos novos critérios, a incidência no sexo masculino começou a subir.

O tratamento consiste num pacote, que abrange orientação do paciente, medicamentos e exercícios, para reduzir a sensibilidade dolorosa e combater as outras queixas. A psicoterapia pode ser útil quando o stress emocional tem peso considerável (indica-se a terapia cognitiva comportamental), bem como a meditação e a acupuntura. Há dois remédios específicos para aliviar a dor da fibromialgia. O antidepressivo duloxetina é prescrito para quem também tem depressão, enquanto o neuromodulador pregabalina é indicado para quem manifesta formigamento e distúrbios do sono. Para abrandar os demais sintomas, podem ser associados outros antidepressivos (amitriptilina, nortriptilina, fluoxetina), relaxantes musculares (ciclobenzaprina), indutores de sono (zolpidem) e analgésicos comuns (paracetamol) ou opiáceos leves (tramadol). Todos esses fármacos requerem supervisão médica.

Treino customizado Exercício regular é um aliado essencial. Um estudo publicado na Arthritis Care Research, uma das mais importantes revistas científicas de reumatologia, em fevereiro de 2013, acompanhou pacientes com fibromialgia que começaram com dez minutos de caminhada duas vezes por semana e após três meses caminhavam 30 minutos quatro vezes por semana. Houve melhora da capacidade física e dos sintomas sem agravar a dor. A maioria também tomava remédios, o que mostrou que um programa bem estruturado à base de medicamentos e exercício regular pode controlar o distúrbio. “O exercício evita as contrações musculares (que provocam dor), fortalece, alonga e relaxa a musculatura, melhora o sono, a postura e a disposição, auxilia no controle da ansiedade e do peso e aumenta a autoestima”, enumera o fisioterapeuta Guilherme Henrique Barros Bogolenta, que atende numa clínica de reumatologia em São Paulo e tem experiência no acompanhamento desses pacientes.

Mas pessoas cansadas, cheias de dores e sedentárias tendem a resistir ao treino, temendo que ele intensifique o sofrimento. “Apesar de soar como remédio amargo no início, ele é necessário não para fazer do paciente um atleta, mas para ajudá-lo a superar a dor e voltar às atividades cotidianas”, avisa a fisioterapeuta Vivian Pasqualin, do FibroCuritiba, grupo de apoio a pacientes com fibromialgia criado há dez anos na capital paranaense. Já quem treinava antes de receber o diagnóstico, mesmo com as dores, às vezes acredita que forçar é bom, vai fazer bem. “Agora é preciso entender que há um limite”, orienta.

Os exercícios devem ser leves, progressivos, supervisionados e planejados para que a frequência, a duração e a intensidade aumentem de modo criterioso e individualizado. Do contrário, podem mesmo piorar o quadro. “É um projeto de longo prazo. Não para um mês ou dois, mas para a vida toda, como a reeducação alimentar”, compara a fisioterapeuta. Ainda mais se considerar que a fibromialgia pode voltar a incomodar quando menos se espera. Segundo Vivian, “o preço da liberdade é a eterna vigilância”.

Conheça os sintomas:
Cansaço inexplicável Comum em quase 90% dos pacientes, já é observado ao levantar e piora com qualquer esforço físico.

Sono não reparador Cerca de 70% dos pacientes apresentam sono leve, acordam várias vezes durante a noite e têm dificuldade para adormecer.

Rigidez muscular matinal É uma das sensações mais descritas (60%), seguida de formigamento em braços e pernas e sensação de inchaço (50%).

Dores de cabeça recorrentesMetade relata enxaqueca ou cefaleia tensional.

Dor persistente, de moderada a grave Começa numa área (pescoço, ombros, região lombar), sem causa aparente, depois se generaliza. Percebida como pontada, agulhada ou queimação, já incomoda pela manhã e piora no período pré-menstrual, no frio e em fases de stress.

Intestino irritável Pelo menos 34% apresentam dor e distensão abdominal e episódios alternados de diarreia e prisão de ventre.

Cistite de repetição Mais de 10% têm bexiga irritável, que se caracteriza por aumento na frequência de idas ao banheiro e dor ao urinar.

Problemas Cognitivos
Perda da memória e dificuldade de concentração aparecem em 20% dos pacientes. distúrbios do humor. Além de irritabilidade e ansiedade, 25% dos portadores apresentam depressão no momento do diagnóstico.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014


VOCÊ JÁ OUVIU  FALAR  EM FIBROMIALGIA? É  UMA PATOLOGIA ONDE AS PESSOA SENTE CANSAÇO, DOR NO CORPO TODO, OU AS VEZES AS DORES PASSAM DEU UM LUGAR PARA O  OUTRO.
Existem testes específicos, mas na maioria das vezes o  diagnóstico  é feito  depois que se excluiu várias hipóteses. Estudos mais recentes apontam para causas  pscicológicas

A fibromialgia é uma síndrome dolorosa não-inflamatória, com dor em pontos específicos sob pressão (pontos no corpo com sensibilidade aumentada ou tender-points). É um estado de saúdeheterogêneo, no qual há presença de dor por mais de 3 meses ,associado a outras características como :fadiga muscular,problemas com o sono, parestesia (formigamento ou dormência)nos dedos,falta de concentração e falta de memória,sensação de inchaço e até casos de depressão.
 É classificada como sendo um dos tipos de Reumatismos Extra-articulares, dos quais fazem parte as tendinites (tendinoses), as mialgias (dores musculares em geral), Síndrome do túnel do carpo e tarso, bursites não infecciosas, entre outras. A fibromialgia não acomete as articulações, como ocorre com os outros tipos de reumatismos. Afeta apenas as chamadas "partes moles"(tendões,músculos,ligamentos).
As dores da fibromialgia podem variar de níveis de intensidade dependendo do paciente, de quais são os pontos do corpo afetados, de qual o estágio da síndrome ele se encontra naquele momento. Podem-se manifestar por períodos de horas, dias, meses ou permanentemente, em áreas diversas ou mais localizadas. Geralmente as dores apresentam-se distribuídas pelo corpo e não necessariamente possuem simetria na intensidade de um lado e do outro.
Em 75% dos casos,ela vem associada a um quadro importante de depressão,devido geralmente,a dor constante e aos distúrbios do sono.
Não é uma patologia com diagnóstico direto, ou seja,o médico através de diversos exames chega a conclusão sobre ela,excluindo qualquer outra patologia reumática e/ou ortopédica.
Os pontos avaliados são em total  18, sendo que ao se constatar dor intensa em 11 ou mais, confirma-se o diagnóstico.

Elaacomete cerca 2% a 4% da população adulta nos países ocidentais e as mulheres são 5 a 9 vezes mais afetadas do que os homens. A idade predominante do aparecimento dos sintomas oscila entre os 20 e os 50 anos, mas crianças e idosos também podem apresentar.
Como causas prováveis do aparecimento da doença temos: o mau funcionamento das mitocôndrias das células,lesões músculo -esqueléticas que vão se acumulando com o tempo ou maior sensibilidade a dor(causada por diminuição da serotonina e/ou aumento de neurotransmissores).
O tratamentoinclui medicamentos e medidas  fisioterapêuticas. Por ser uma doença idiopática (de causa desconhecida), a ênfase deve ser dada à redução dos sintomas de dor e na melhora da saúde de maneira geral.
 Além da medicação (analgesicos,antinflamatorios,antidepressivos), indica-se também a acupuntura e a realização de exercícios físicos suaves para diminuir os sintomas(principalmente a dor) e psicoterapia.
A prática de atividade física moderada é considerada essencial no tratamento convencional da fibromialgia. Muitos pacientes conseguem manter a qualidade de vida com pouca medicação e prática regular de exercícios moderados. A indicação desses exercícios deve ser personalizada, orientada por um profissional capacitado, pois o excesso pode causar dores e crises que acabam inviabilizando a prática constante.
. A Fisioterapia ameniza as dores, provoca relaxamento usando a eletroterapia , a  água morna,como em piscinas aquecidas. Além disso, os alongamentos e massagens terapêuticas são usadas para "soltar" os pontos de tensão.

É fundamental que o profissional que realiza a prática conheça os sintomas específicos relacionados à doença e trabalhe orientado pelo médico de acordo com a situação específica de cada paciente.
Algumas terapias foram avaliadas em pesquisas, como é o caso da massagem, hidroterapia , e apresentaram uma melhora do quadro assim como uma permanência dessa melhora (entre 3 e 6 meses após o final do tratamento).
Quaisquer terapias que ocasionem melhora da qualidade de vida sem sequelas ou efeitos colaterais danosos podem ser utilizadas. A escolha do tipo de tratamento deve levar em conta a adesão do paciente, suas possibilidades e disponibilidade, sempre acompanhadas pelo médico e pelo fisioterapeuta.



Fisioterapeuta: Michelle Monzani

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Tempo de uso do tênis é mais importante que pisada para evitar lesões
Ao acompanhar 927 corredores, pesquisadores da Suécia concluíram que, até 500 quilômetros, todos foram protegidos igualmente contra lesões usando o mesmo calçado. O resultado sinaliza que o tipo de pisada não precisa ser requisito obrigatório na compra do sapato
Bruna Sensêve
Publicação: 23/06/2013 07:44 Atualização:
O tipo de pisada não é o principal fator a ser considerado ao se comprar um tênis de corrida. Especialmente para os iniciantes, que, a princípio, sofreriam um maior risco de lesões. Essa é a conclusão de um estudo conduzido por pesquisadores do Departamento de Saúde Pública e de Ciência do Esporte da Universidade de Aarus, na Suécia. A escolha correta do calçado com base no tipo de pé tem sido, há mais de três décadas, considerado um forte fator de prevenção contra contusões. Desde 2009, cientistas de todo o mundo apontam que não há qualquer evidência científica para a prescrição de um tipo de calçado baseado na postura do pé. A investigação liderada pelo cientista Rasmus Nielsen pretende colocar um ponto final na discussão.
Durante cerca de um ano, os pesquisadores acompanharam 927 corredores iniciantes saudáveis. Foram analisados 1.854 pés. Houve casos de voluntários com dois tipos de pronação — uma em cada membro. Cinquenta e três pés eram altamente supinados; 369, supinados — postura em que os membros fazem uma curvatura para fora —; 1.292, neutros; 122, pronados — quando a pisada faz uma rotação para dentro— ; e 18, altamente pronados. Todos os voluntários receberam o mesmo modelo de tênis de corrida, indicado para pisada neutra, e foram monitorados por um relógio com GPS para quantificar a distância percorrida em cada treino. De acordo com o artigo publicado no British Journal of Sports Medicine, em um ano, eles correram 326.803 quilômetros e 27% deles sofreram algum tipo de lesão.
Os resultados das análises de sobrevivência a lesões realizadas nos primeiros 50, 100, 250 e 500 quilômetros de cada corredor não mostraram diferenças estatisticamente significativas entre os tipos de pisadas quando comparadas às de pés neutros. No entanto, os pés pronados apresentaram um número significativamente menor de lesões nos primeiros 1.000 quilômetros de corrida que os neutros. O dado contraria o mito de que corredores com alterações posturais sofreriam um maior risco de lesões e, por esse motivo, necessitariam de um calçado especial.

Palavra de especialista
Exagero mercadológico
“Existe uma hiperindicação até mercadológica de uma questão que nem tem suporte na literatura científica. Isso porque a maioria das pessoas tem ‘deformidades’ discretas e muitas delas não necessitam de um tipo de tênis especial, o tênis neutro é o suficiente. Elas não precisam de um calçado pronador ou supinador porque não são desvios significativos. Quando esse desvio existe, é preciso precisa fazer uma avaliação com o médico antes para ver se há mesmo a necessidade de um tênis especial. Nesse caso, quando o desvio é significativo, ele pode alterar a biomecânica de todo o membro inferior da corrida. Porém, tem muita gente que tem um pé mais alto e outro mais baixo, mas que são variações normais. Os pés não são totalmente iguais. Eu acredito que existe um exagero mercadológico nessa questão, veio para ajudar, mas está sendo exageradamente indicado.”
Ivan Pacheco, especialista em medicina do esporte e diretor da Sociedade Brasileira
de Medicina do Exercício e do Esporte
http://www.correiobraziliense.com.br/

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Informação sobre isenções de IPI, IOF, ICMS, IPVA, Rodízio, DEFIS e CNH Especial.


É considerada pessoa portadora de deficiência física aquela que apresenta alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos do corpo humano. Ou seja, acarretando o comprometimento da função física, apresentando-se sob a forma de: paraplegia, paraparesia, monoplegia, monoparesia, tetraplegia, tetraparesia, triplegia, triparesia, hemiplegia, amputação ou ausência de membro, paralisia cerebral, membros com deformidades congênita ou adquirida.
As mulheres que sofreram mastectomia total ou parcial. Em virtude do câncer, podem pleitear o benefício, pois são consideradas incapacitadas para dirigir um veículo comum.
Ou seja, as pessoas que possuem: Síndrome de Imunodeficiência adquirida (HIV), Câncer, Moléstia profissional, Tuberculose ativa, Alienação mental, Esclerose múltipla, Neoplasia maligna, Cegueira, Hanseníase, Paralisia irreversível e incapacitante, Cardiopatia grave, Doenças desconhecidas degenerativas Hepatopatia grave, Estados avançados da doença de Paget (osteíte deformante), Doença de Parkinson, Espondiloartrose anquilosante, Nefropatia grave, Contaminação por irradiação, Síndrome de imunodeficiência adquirida, Fibrose cística (mucoviscidose), Problemas graves na coluna (como hérnia de disco, bico de papagaio, lordose e escoliose graves), L.E.R.- lesão por esforço repetitivo (bursite e tendinite graves), Artrose, Artrite, Problemas nos joelhos (mesmo que tenham sido operados), paraplegia, paraparesia, monoplegia, monoparesia, tetraplegia, tetraparesia, triplegia, triparesia, hemiplegia, amputação ou ausência de membro, paralisia cerebral, membros com deformidades congênita ou adquirida. (AVC, amputações, nanismo - baixa estatura, próteses internas, externas, seqüelas de talidomidas, paralisia infantil, poliomielite, doenças neurológicas, etc). De acordo com a Lei 8.899/94 e o Decreto 3.691/00 que a regulamenta, pessoas com necessidades especiais e com renda mínima a 01 salário mínimo, essas pessoas podem viajar de um Estado para outro de ônibus, trem ou barco, sem pagar passagem.
Em todos esses casos, desde que a pessoa tenha perca de mobilidade, ela poderá solicitar esse benefício na compra de um carro. Lembrando sempre que deve haver a análise caso a caso por perito do DETRAN, não bastando apenas possuir a doença. As deformidades estéticas e as que não produzem dificuldades para o desempenho de funções, não dão direito às isenções.
Quem concede o benefício das isenções é o governo Estadual e Federal. São leis, decretos e instruções normativas, já consolidadas mas, muito pouco divulgadas, por essa divulgação ser muito interessante somente para o contribuinte e não para o governo.
As isenções de IPI e ICMS ou de IOF e ICMS quando utilizadas numa mesma aquisição somente poderão ser utilizadas novamente após 03 anos. Por outro lado, a opção de todas as isenções, menos o IPI, dará o direito a troca por um novo veículo em 02 anos.
As isenções se IPI somente poderá ser utilizada para carros nacionais ou nacionalizados pelo Mercosul. A isenção do ICMS possui a limitação do veículo novo ser até R$ 70 mil reais. São isentas de IOF, as aquisições de veículos de fabricação nacional de até 127 HP de potência bruta.
As pessoas portadoras de deficiências: física, visual, mental severa ou profunda, ou autistas também podem utilizar as isenções, sendo que as impossibilitadas de dirigir e os menores de idade, podem indicar um condutor ou ser esse condutor seus próprios tutores. É considerada pessoa portadora de deficiência visual aquela que apresenta acuidade visual igual ou menor que 20/200 (tabela de Snellen) no melhor olho, após a melhor correção, ou campo visual inferior a 20º, ou ocorrência simultânea de ambas as situações. A condição de pessoa portadora de deficiência mental severa ou profunda, ou a condição de autista, será atestada conforme critérios e requisitos definidos pela Portaria Interministerial SEDII/MS nº 2, de 21 de novembro de 2003.
Por sermos um escritório altamente especializado em defcientes físicos impetramos Mandado de Segurança e conseguimos isenção de ICMS e IPVA para deficientes não condutores. Mas a partir de janeiro de 2012 os deficientes não condutores, passarão a ter direito a isenção de ICMS, mas não de IPVA. Somos especializados neste tipo de ação judical. Assim o deficiente não condutor terá direito à isenção de IPI, IOF, ICMS, IPVA, RODÍZIO e CARTÃO DEFIS. No caso do Cartão Defis, tem direito o deficiente físico que possui perda de mobilidade nos membros inferiores e serve pra estacionar nas Zonas Azuis, nas vagas destinadas ao deficiente físico, lembrando sempre que é necessário utilizar o Cartão de Zona Azul.
Se o beneficiário das isenções for condutor de veículo e possuir Carteira Nacional de Habilitação estas serão modificadas para Carteira Nacional de Habilitação Especial, que virá com as especificações necessárias que o veículo deve ter.
Percebendo o grande potencial desta área, nosso escritório vem por meio desta colocar à sua disposição nossos serviços nas áreas de isenções, e nos direitos: tributário, trabalhista, civil, família, previdenciário e internacional. Idealizamos desta forma, o melhor e mais completo atendimento aos nossos clientes, com toda ética e embasamento jurídico na prestação de nossos serviços. Além de sermos um escritório de advocacia especializado em todo processo de isenção do início ao fim prestamos assessoria aos nossos clientes desde a Carteira de Habilitação Especial até as Cartas de Isenção.
Entre em contato conosco ainda hoje e pergunte por isenções! Campos com asteriscos são obrigatórios