sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Como seu corpo reage cortando e restringindo os carboidratos da alimentação

Como seu corpo reage cortando e restringindo os carboidratos da alimentação?
Por que muita gente perde peso fazendo isso?

Há muitos anos, o Dr. Atkins criou a “Dieta da Proteína” (A Dieta Revolucionária do Dr. Atkins) e a fez ficar conhecida no mundo todo. Ele reduzia o consumo de carboidrato pela alimentação e os pacientes perdiam muito peso. Porém, com o passar do tempo, percebeu que era inviável ingerir tão poucos carboidratos. Fraquezas, tonturas, falta de disposição e compulsão alimentar eram comuns. Com isso, no livro A Nova Dieta Revolucionária do Dr. Atkins, ele reformulou seu trabalho para aumentar o grau de sucesso dos seus pacientes.
Essa dieta ficou muito famosa no Brasil nos anos fim dos anos 90 e começo do novo século. Andou menos comentada por alguns anos, apesar de nunca ter sido totalmente esquecida, e agora, após 2010 com a publicação do livro Dukan Diet no Reino Unido, a restrição de carboidratos ganhou força novamente.
O que acontece com o corpo quando cortamos o carboidrato que, teoricamente, deveria fazer parte de 55%-65% do valor calórico da nossa alimentação?
  1. Como a fonte energética que nosso cérebro mais gosta é carboidrato, quanto “cortamos” esse nutriente da alimentação o organismo começa a gastar todos os estoques do corpo para fornecer energia ao cérebro. Com isso, o peso inicia sua queda, pois, para estocar carboidrato, também estocamos água. Ou seja, muito peso! *Alguns livros dizem que temos 4kg de carboidratos estocados no corpo (+ a água = menos peso na balança rapidamente).
  2. Assim, o metabolismo começa a queimar mais gordura e proteína (quase toda de origem muscular) do que o de costume para fornecer energia ao órgão mais vital do corpo humano, o cérebro. Músculo é pesado. Então, o peso corporal diminui mais ainda! Perdemos mais gordura também? Teoricamente, sim!
  3. O cérebro com falta de glicose dispara uma vontade enorme de comer carboidratos! *isso, claro, varia de pessoa para pessoa. Muitos médicos, ao restringir carboidratos davam remédios para controle dessa enorme desejo alimentar!
  4. Sem carboidratos, o corpo fica sem energia para fazer atividades físicas de maior intensidade como malhar ou correr. Por isso, não é muito recomendado fazer esforço físico de alto gasto calórico. Falta de atenção, concentração e mau humor também podem ser notados em algumas pessoas. Já escutou alguém falar que quando está com fome fica de mau humor?
  5. Com a perda de tecido muscular, o corpo de quem está fazendo essa restrição fica mais flácido. É normal muitas pessoas perderem 10, 15 ou 20 quilos e ainda não atingirem o tão sonhado corpo por causa disso.
É lógico que esse tipo de dieta emagrece! Aliás, quase todas se seguidas corretamente produzem o mesmo resultado! É sim uma alternativa para emagrecer! Porém, se você é uma pessoa que pratica atividade física intensa e quer restringir carboidratos, cuidado. Antes converse com um profissional. O preconizado até então pela maioria dos livros de nutrição é que, em uma dieta de 2000 kcal, perto de 1100 kcal viriam de carboidratos (se possível, de boa qualidade), ou seja, 270 gramas por dia.
Ainda há um abismo metabólico a ser descoberto pela ciência. Mas, em geral, a restrição severa de carboidratos não é totalmente aceita no meio profissional. O fato é que, os adeptos da deita adoram ver os números caindo na balança e são fervorosos defensores da mesma! E ainda é impossível falar com 100% de certeza que isso faz bem ou mal para a saúde.


Post escrito por Rodrigo Paiva- Professor de Ed. Física ( UFMG), nutricionista ( UNI- BH)  e pós graduado em fisiologia
CRN: 2317 / CREF: 7964 / Autor do livro “As verdades que você precisa saber” / Colaborador do blog Tips4life
Como fazer a drenagem linfática? Dúvidas... onde.. quem???


 Agora, o que é a Drenagem Linfática, quem me acompanha desde o início já sabe que ela ACONTECE NATURALMENTE EM NOSSO CORPO, através do SISTEMA LINFÁTICO que corre por canais parecidos com nossas veias (sangue sujo e com gás carbônico) e artérias (sangue limpo, cheio e nutrientes e oxigenado). Suas ramificações são paralelas a esses 2 sistemas sanguíneos. E uma das características desse sistema é ter um tanto de “CAROCINHOS” por quase toda sua extensão. Os “carocinhos” são os LINFONODOS, que filtram e purificam os líquidos de nosso corpo, e é neles também que nasce boa parte de nossas células de defesa. Inclusive, quando o Linfático aprisiona um invasor em um de seus linfonodos, ele costuma inchar e doer (é a chamada ÍNGUA). Isso acontece porque para combater Vírus e Bactéria ou qualquer outro agente invasor do corpo, essas células se reproduzem rapidamente em grande quantidade para combater o agente nocivo (como mostrado ao final do video mencionado abaixo). E por isso mesmo NÃO PODEMOS FICAR APERTANDO ÍNGUAS. É a nossa defesa imunológica agindo. E nesse caso também (de ínguas, febres e infecções), a Massagem é contraindicada,para não atrapalhar a DEFESA IMUNOLÓGICA. Com a Massagem de DRENAGEM LINFÁTICA ajudamos a OTIMIZAR o funcionamento desse sistema, MELHORANDO todo o METABOLISMO do corpo e seus processos de eliminação e purificação. REDUZINDO INCHAÇOS e CONGESTIONAMENTOS Segue LINK de um VÍDEO ilustrativo do Sistema. Nele esta suas principais estruturas e seu funcionamento básico. Apresenta-se nele, na sequência, os Vasos Linfáticos, os Linfonodos (como se fosse um mini rim), a linfa fluindo no vaso, e depois, o coração bombeando para enviar o sangue arterial (vasos vermelhos) para todo o corpo. E os vasos azuis representam o venoso. Com o linfatico no meio dos dois. SEGUE o Link. Está em Inglês mas o que importa é a ilustração, para ajudar a entender um pouco do que aqui foi colocado. http://kids.britannica.com/comptons/art-60037/The-lymphatic-system-carries-excess-fluid-and-other-materials-collected Bjs
Estudo liga uso de analgésicos na gravidez a déficit de atenção no bebê


Gestante que toma parecetamos na gravidez aumenta o TDAH

ALERTA!! ⚠⚠ Repassando essa reportagem: O acetaminofeno (paracetamol), analgésico de uso comum, considerado seguro para mulheres grávidas, foi vinculado pela primeira vez ao risco de as crianças virem a desenvolver transtorno de déficit de atenção com hiperatividade (TDAH), segundo uma pesquisa publicada nesta segunda-feira (24) nos Estados Unidos. Serão necessários mais estudos para confirmar as descobertas. No entanto, especialistas da Universidade da Califórnia e da Universidade de Aharus (Dinamarca) descobriram que as mulheres grávidas que tomaram acetaminofeno tiveram um risco 37% maior de ter filhos que mais tarde seriam diagnosticados com transtorno hiperquinético, uma forma particularmente severo de transtorno de hiperatividade com déficit de atenção. A origem desta condição, que afeta 5% das crianças americanas, ainda é desconhecida. Segundo o estudo publicado na revista da Associação Médica Americana, em comparação com as mulheres que não tomaram o analgésico estando grávidas, as que o fizeram tinham 29% mais probabilidades de ter filhos aos quais foram prescritos remédios para o TDAH e 13% mais chances de ter filhos com condutas parecidas às do TDAH por volta dos sete anos. http://sites.uai.com.br/app/noticia/saudeplena/noticias/2014/02/25/noticia_saudeplena,147723/estudo-liga-uso-de-paracetamol-na-gravidez-a-risco-de-tdah-em-criancas.shtml

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Dor irradiada para o braço ! Você pode estar com uma Radiculopatia.






Dor nos braço e na nuca é normalmente o primeiro sinal de que as raízes de seus nervos estão irritadas em virtude de algum problema no pescoço e deve ser investigada. Sintomas como dormência, formigamento e, especialmente, fraqueza nos músculos dos braços constitui um sinal de alerta de que seu problema pode ser mais sério.
Radiculopatia é a compressão mecânica de uma raiz nervosa dentro das vértebras ou nos forames de conjugação. Como conseqüência, o nervo é tracionado (esticado) e ao mesmo tempo os vasos sanguíneos da região também são prejudicados. Acompanha-se de uma sensação de formigamento ou de dormência no percurso do nervo comprometido, podendo ser sentida desde o ombro até determinados dedos da mão.
Muitas vezes há também perda de força de um ou mais grupos musculares que dependem de uma ou mais raízes comprometidas, prejudicando determinadas funções dos membros superiores como a flexão ou extensão do antebraço. O mesmo pode ocorrer com determinados dedos da mão. Em geral, esses efeitos são observados de um lado só do corpo, seguindo a distribuição correspondente a cada raiz.

Artrose no joelho pode comprometer sua postura. Saiba como
Artrose no joelho quando instalada pode afetar sua postura. Saiba passo a passo como isto ocorre.
Vamos imaginar que a cartilagem que reveste os ossos nas articulações tem uma certa espessura, como o pneu de um automóvel. Conforme ocorre o desgaste pelo uso, o pneu vai diminuindo de espessura, até chegar na “lona”, o que na articulação corresponde ao desgaste da cartilagem até chegar no osso. Isto é a artrose. Quando isso ocorre, a dor fica muito forte,  incapacitante e pode haver o aparecimento de deformação óssea, que  compromete todo o alinhamento do joelho e consequentemente a coluna. A artrose é uma doença de caráter inflamatório e degenerativo das articulações (juntas) do organismo, marcada pelo desgaste das cartilagens que revestem as extremidades ósseas, causando dor e podendo levar a deformidades e limitações do movimento. Pode acometer o joelho, a coluna, o quadril, o ombro e até os dedos. A artrose do joelho tem se tornado cada vez mais comum. Muitos fatores estão relacionados com o seu aparecimento e seu desenvolvimento. Indivíduos muito obesos, os que sofreram algum traumatismo articular (entorses, fraturas, luxações), os que sofreram algumas alterações hormonais específicas, os que executam esportes com micros traumatismos de repetição, os que executam esportes de desaceleração (saltos) etc…
Como o paciente percebe que sofre de artrose?
Inicia-se com dificuldades nos movimentos articulares, principalmente no período matinal. Depois surgem dores articulares com sintomas característicos tais como, inchaço articular e calor local.
 Articulação normal


A articulação é uma estrutura que conecta um osso a outro. Nesse espaço, uma cartilagem amortece o impacto dos movimentos e impede que as peças do esqueleto se choquem. Quando mexemos a junta, a cartilagem é banhada e alimentada pelo líquido sinovial.
Desgaste da cartilagem



A idade, o uso inadequado, o sedentarismo e o excesso de peso favorecem um desgaste progressivo da cartilagem. É esse o fenômeno conhecido como artrose. Com o tempo e a degeneração da cartilagem, há uma redução do intervalo entre os ossos.
Deformação do osso

Nesse espaço restrito, ocorre uma reforma anatômica. Como a cartilagem não se regenera, os ossos tendem a crescer e se deformar, gerando os osteófitos, os bicos de papagaio. O impacto de um osso contra o outro causa dor e dificulta a movimentação.
Desvio da perna pela deformação do osso


Um joelho normal possui o seu eixo de carga passando pelo seu centro, sendo uma pequena variação de até aproximadamente 5º (cinco graus) admitida para esse eixo. Quando os eixos de carga possuem uma angulação superior a este valor, estaremos diante de deformidades denominadas em Varo quando a angulação é externa, e em Valgo quando esta é interna. Um aumento de carga sobre este eixo já deformado produzirá uma força vetorial externa ou interna, dependendo da angulação do joelho, fazendo com que haja uma maior pressão em determinada área, o que acarretará um desgaste precoce ou do lado interno ou do lado externo

Quando grandes deformidades já são detectadas em uma fase precoce, podem estas ser corrigidas por cirurgias específicas para um realinhamento do eixo do joelho, prevenindo, com isso, problemas maiores futuros.





segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Fibromialgia: a dor que não passa

Fibromialgia: a dor que não passa

A sensação é de ter sido atropelada: dói tudo e há um cansaço sem fim. E, pior, sob olhares de desconfiança por não ter “cara de doente” e os exames darem resultado normal. Mas é possível encontrar alívio para a fibromialgia, que ataca sobretudo as mulheres. O exercício é indispensável para a recuperação.

Dar uma volta no shopping, empurrar umcarrinho de supermercado, passear no parque e outras atividades triviais podem virar uma tortura para quem tem fibromialgia: 2,5% da população, na proporção de um homem para cada oito mulheres, a maioria na faixa entre 25 e 55 anos de idade. Ela se manifesta como uma dor persistente em várias partes do corpo. “Os atingidos não conseguem precisar o local, dizem que ‘dói tudo’”, informa a reumatologista Evelin Goldenberg, autora do livro O Coração Sente, o Corpo Dói (Editora Atheneu), que fala sobre essa doença complexa e pouco conhecida. Nos casos mais severos, até os fios de cabelo doem. Nem abraço é tolerado. Fora isso, a pessoa sente um cansaço inexplicável e um conjunto de sintomas – daí ser considerada uma síndrome – que inclui alterações no sono, rigidez matinal,dores de cabeça e depressão. E o sofrimento se arrasta. Um estudo da Sociedade Brasileira de Reumatologia com 500 mulheres, divulgado em 2011, concluiu que as pacientes demoram, em média, dois anos e meio para buscar auxílio médico e cinco anos até obter o alívio de suas queixas. Durante todo esse tempo, peregrinam por consultórios, fazem dezenas de exames e se submetem a tratamentos ineficazes.

O que dificulta o diagnóstico é que os exames de sangue e de imagem (raios X, ressonância magnética) dão resultado normal ou trazem achados que não esclarecem as queixas. Só métodos de última geração empregados em centros de pesquisa, como o pet scan (tomografia poremissão de pósitrons), que exibe o cérebro em funcionamento, são capazes de identificar alterações nos mecanismos cerebrais envolvidos na percepção da dor. E, como se não bastasse, a pessoa não tem “cara de dor”, isto é, não fica pálida e suando frio como quem é surpreendido por cólica renal. Por isso, familiares e amigos às vezes não levam a sério as queixas da vítima, desconfiam de que está querendo chamar a atenção e a apelidam de Maria das Dores. O diagnóstico traz alívio para quem teve os sintomas menosprezados: “Saber que não sofre de um distúrbio raro e fatal, que não corre o risco de ficar inválida e, principalmente, que não está louca faz toda a diferença”, diz a reumatologista. Embora a síndrome não tenha cura, o tratamento adequado mantém os sintomas sob controle.

Sensibilidade acentuada dor da fibromialgia é diferente da provocada por corte e queimadura. Não decorre de lesão nem de inflamação em alguma parte do corpo. Mas de amplificação da sensibilidade dolorosa, isto é, o portador sente mais dor do que o normal porque os mecanismos envolvidos no processamento da dor estão alterados. Há um excesso de substância P (do inglês pain, “dor”), o neurotransmissor que leva ao cérebro as informações dolorosas, enquanto analgésicos naturais, como a serotonina, estão em baixa. Daí decorre um aumento na percepção de dor. “O sistema nervoso vai ficando tão sensível que passa a responder de forma exagerada ao menor estímulo”, explica Evelin Goldenberg. Quem tem parentes de primeiro grau com a doença corre mais risco de apresentá-la. As crises são deflagradas especialmente por stress emocional: perda de uma pessoa querida, separação, hospitalização prolongada. Traumas físicos (cirurgias, acidentes), processos infecciosos, perdas prolongadas de sono e grandes flutuações hormonais são outros possíveis gatilhos. A inatividade física também contribui para que a fibromialgia dê as caras e o hábito de fumar tende a agravar a dor.

Pondo ordem na casa Nem toda dor crônica é sinal de fibromialgia. Os exames complementares ajudam a excluir doenças inflamatórias (bursite, por exemplo), degenerativas (caso da hérnia de disco) e metabólicas (como hipotiroidismo), que podem provocar sintomas semelhantes. Porém o mais importante é o exame físico, associado à história médica. Até 2010, o diagnóstico era positivo quando, dos 18 pontos espalhados pelo corpo (tender points) pressionados pelo médico na consulta, pelo menos 11 doíam. O último Consenso Brasileiro de Fibromialgia, assinado por 27 especialistas naquele ano, diz que, além de observar a dor, é preciso avaliar o estado físico e emocional do paciente, bem como a presença de sintomas como fadiga, sono não reparador e perda de memória, por pelo menos três meses. Com a adoção dos novos critérios, a incidência no sexo masculino começou a subir.

O tratamento consiste num pacote, que abrange orientação do paciente, medicamentos e exercícios, para reduzir a sensibilidade dolorosa e combater as outras queixas. A psicoterapia pode ser útil quando o stress emocional tem peso considerável (indica-se a terapia cognitiva comportamental), bem como a meditação e a acupuntura. Há dois remédios específicos para aliviar a dor da fibromialgia. O antidepressivo duloxetina é prescrito para quem também tem depressão, enquanto o neuromodulador pregabalina é indicado para quem manifesta formigamento e distúrbios do sono. Para abrandar os demais sintomas, podem ser associados outros antidepressivos (amitriptilina, nortriptilina, fluoxetina), relaxantes musculares (ciclobenzaprina), indutores de sono (zolpidem) e analgésicos comuns (paracetamol) ou opiáceos leves (tramadol). Todos esses fármacos requerem supervisão médica.

Treino customizado Exercício regular é um aliado essencial. Um estudo publicado na Arthritis Care Research, uma das mais importantes revistas científicas de reumatologia, em fevereiro de 2013, acompanhou pacientes com fibromialgia que começaram com dez minutos de caminhada duas vezes por semana e após três meses caminhavam 30 minutos quatro vezes por semana. Houve melhora da capacidade física e dos sintomas sem agravar a dor. A maioria também tomava remédios, o que mostrou que um programa bem estruturado à base de medicamentos e exercício regular pode controlar o distúrbio. “O exercício evita as contrações musculares (que provocam dor), fortalece, alonga e relaxa a musculatura, melhora o sono, a postura e a disposição, auxilia no controle da ansiedade e do peso e aumenta a autoestima”, enumera o fisioterapeuta Guilherme Henrique Barros Bogolenta, que atende numa clínica de reumatologia em São Paulo e tem experiência no acompanhamento desses pacientes.

Mas pessoas cansadas, cheias de dores e sedentárias tendem a resistir ao treino, temendo que ele intensifique o sofrimento. “Apesar de soar como remédio amargo no início, ele é necessário não para fazer do paciente um atleta, mas para ajudá-lo a superar a dor e voltar às atividades cotidianas”, avisa a fisioterapeuta Vivian Pasqualin, do FibroCuritiba, grupo de apoio a pacientes com fibromialgia criado há dez anos na capital paranaense. Já quem treinava antes de receber o diagnóstico, mesmo com as dores, às vezes acredita que forçar é bom, vai fazer bem. “Agora é preciso entender que há um limite”, orienta.

Os exercícios devem ser leves, progressivos, supervisionados e planejados para que a frequência, a duração e a intensidade aumentem de modo criterioso e individualizado. Do contrário, podem mesmo piorar o quadro. “É um projeto de longo prazo. Não para um mês ou dois, mas para a vida toda, como a reeducação alimentar”, compara a fisioterapeuta. Ainda mais se considerar que a fibromialgia pode voltar a incomodar quando menos se espera. Segundo Vivian, “o preço da liberdade é a eterna vigilância”.

Conheça os sintomas:
Cansaço inexplicável Comum em quase 90% dos pacientes, já é observado ao levantar e piora com qualquer esforço físico.

Sono não reparador Cerca de 70% dos pacientes apresentam sono leve, acordam várias vezes durante a noite e têm dificuldade para adormecer.

Rigidez muscular matinal É uma das sensações mais descritas (60%), seguida de formigamento em braços e pernas e sensação de inchaço (50%).

Dores de cabeça recorrentesMetade relata enxaqueca ou cefaleia tensional.

Dor persistente, de moderada a grave Começa numa área (pescoço, ombros, região lombar), sem causa aparente, depois se generaliza. Percebida como pontada, agulhada ou queimação, já incomoda pela manhã e piora no período pré-menstrual, no frio e em fases de stress.

Intestino irritável Pelo menos 34% apresentam dor e distensão abdominal e episódios alternados de diarreia e prisão de ventre.

Cistite de repetição Mais de 10% têm bexiga irritável, que se caracteriza por aumento na frequência de idas ao banheiro e dor ao urinar.

Problemas Cognitivos
Perda da memória e dificuldade de concentração aparecem em 20% dos pacientes. distúrbios do humor. Além de irritabilidade e ansiedade, 25% dos portadores apresentam depressão no momento do diagnóstico.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014


VOCÊ JÁ OUVIU  FALAR  EM FIBROMIALGIA? É  UMA PATOLOGIA ONDE AS PESSOA SENTE CANSAÇO, DOR NO CORPO TODO, OU AS VEZES AS DORES PASSAM DEU UM LUGAR PARA O  OUTRO.
Existem testes específicos, mas na maioria das vezes o  diagnóstico  é feito  depois que se excluiu várias hipóteses. Estudos mais recentes apontam para causas  pscicológicas

A fibromialgia é uma síndrome dolorosa não-inflamatória, com dor em pontos específicos sob pressão (pontos no corpo com sensibilidade aumentada ou tender-points). É um estado de saúdeheterogêneo, no qual há presença de dor por mais de 3 meses ,associado a outras características como :fadiga muscular,problemas com o sono, parestesia (formigamento ou dormência)nos dedos,falta de concentração e falta de memória,sensação de inchaço e até casos de depressão.
 É classificada como sendo um dos tipos de Reumatismos Extra-articulares, dos quais fazem parte as tendinites (tendinoses), as mialgias (dores musculares em geral), Síndrome do túnel do carpo e tarso, bursites não infecciosas, entre outras. A fibromialgia não acomete as articulações, como ocorre com os outros tipos de reumatismos. Afeta apenas as chamadas "partes moles"(tendões,músculos,ligamentos).
As dores da fibromialgia podem variar de níveis de intensidade dependendo do paciente, de quais são os pontos do corpo afetados, de qual o estágio da síndrome ele se encontra naquele momento. Podem-se manifestar por períodos de horas, dias, meses ou permanentemente, em áreas diversas ou mais localizadas. Geralmente as dores apresentam-se distribuídas pelo corpo e não necessariamente possuem simetria na intensidade de um lado e do outro.
Em 75% dos casos,ela vem associada a um quadro importante de depressão,devido geralmente,a dor constante e aos distúrbios do sono.
Não é uma patologia com diagnóstico direto, ou seja,o médico através de diversos exames chega a conclusão sobre ela,excluindo qualquer outra patologia reumática e/ou ortopédica.
Os pontos avaliados são em total  18, sendo que ao se constatar dor intensa em 11 ou mais, confirma-se o diagnóstico.

Elaacomete cerca 2% a 4% da população adulta nos países ocidentais e as mulheres são 5 a 9 vezes mais afetadas do que os homens. A idade predominante do aparecimento dos sintomas oscila entre os 20 e os 50 anos, mas crianças e idosos também podem apresentar.
Como causas prováveis do aparecimento da doença temos: o mau funcionamento das mitocôndrias das células,lesões músculo -esqueléticas que vão se acumulando com o tempo ou maior sensibilidade a dor(causada por diminuição da serotonina e/ou aumento de neurotransmissores).
O tratamentoinclui medicamentos e medidas  fisioterapêuticas. Por ser uma doença idiopática (de causa desconhecida), a ênfase deve ser dada à redução dos sintomas de dor e na melhora da saúde de maneira geral.
 Além da medicação (analgesicos,antinflamatorios,antidepressivos), indica-se também a acupuntura e a realização de exercícios físicos suaves para diminuir os sintomas(principalmente a dor) e psicoterapia.
A prática de atividade física moderada é considerada essencial no tratamento convencional da fibromialgia. Muitos pacientes conseguem manter a qualidade de vida com pouca medicação e prática regular de exercícios moderados. A indicação desses exercícios deve ser personalizada, orientada por um profissional capacitado, pois o excesso pode causar dores e crises que acabam inviabilizando a prática constante.
. A Fisioterapia ameniza as dores, provoca relaxamento usando a eletroterapia , a  água morna,como em piscinas aquecidas. Além disso, os alongamentos e massagens terapêuticas são usadas para "soltar" os pontos de tensão.

É fundamental que o profissional que realiza a prática conheça os sintomas específicos relacionados à doença e trabalhe orientado pelo médico de acordo com a situação específica de cada paciente.
Algumas terapias foram avaliadas em pesquisas, como é o caso da massagem, hidroterapia , e apresentaram uma melhora do quadro assim como uma permanência dessa melhora (entre 3 e 6 meses após o final do tratamento).
Quaisquer terapias que ocasionem melhora da qualidade de vida sem sequelas ou efeitos colaterais danosos podem ser utilizadas. A escolha do tipo de tratamento deve levar em conta a adesão do paciente, suas possibilidades e disponibilidade, sempre acompanhadas pelo médico e pelo fisioterapeuta.



Fisioterapeuta: Michelle Monzani